segunda-feira, 20 de abril de 2009

Estrutura externa

Organiza-se em actos subdivididos em cenas

Mudança de espaço = mudança de acto
Entrada/saída de personagens = mudança de cena
Frei Luís de Sousa é dividido em 3 actos:

- Acto I – 12 cenas;

- Acto II – 15 cenas;

- Acto III – 12 cenas.
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domingo, 19 de abril de 2009

O Romantismo na obra




Frei Luís de Sousa apresenta alguns dos tópicos românticos, tais como:
- Sebastianismo - alimentado por Telmo e Maria;
- Patriotismo e Nacionalismo - além do que decorre do Sebastianismo, o comportamento de Manuel de Sousa Coutinho ao incendiar o seu próprio palácio para impedir que fosse ocupado pelos Governadores ao serviço de Castela;
- Crenças e Superstições - alimentadas por Madalena, Telmo e Maria;
- Religiosidade - uma referência de todas as personagens; a religiosidade de Manuel de Sousa Coutinho, que inclui o uso da razão e que determina a entrada em hábito como solução do conflito; Madalena, não compreende a atitude de Joana de Castro, a condessa de Vimioso que se tornou freira (Soror Joana);
- Individualismo - o confronto entre o indivíduo e a sociedade é particularmente visível em Madalena;
- Tema da morte - a morte como solução dos conflitos é um tema privilegiado pelos românticos; no caso do Frei Luís de Sousa, verifica-se:
- a morte física de Maria (morre tuberculosa);
- a morte simbólica de D. Madalena e de D. Manuel, que, ao tomarem o hábito, morrem para a vida mundana;
- morte simbólica de D. João de Portugal que, morre uma segunda vez, quando Telmo, depois de lhe ter desejado a morte física como única maneira de salvar Maria, aceita colaborar com o Romeiro no sentido de afirmar que se trata de um impostor, numa última tentativa de evitar a catástrofe;
- morte psicológica de Telmo.


retirado de:

Mito Sebastianista


Foi em 1568 que D. Sebastião tomou conta do governo e prepara-se para a guerra. Em 1572 D. Sebastião deixa a regência a D. Henrique. D. Sebastião morre na Batalha de Alcácer Quibir em 1578 e daí surge o movimento sebastianista em Portugal. Por falta de herdeiros, em 1580 Portugal começa a fazer parte de Espanha.
Apesar do corpo do rei ter sido removido para Belém, o povo nunca aceitou o facto, divulgando a lenda de que o rei encontrava-se ainda vivo, apenas esperando o momento certo para regressar ao trono e afastar o domínio estrangeiro e daí nasce o mito do Sebastianismo. Tudo iria ser vencido com o aparecimento de D. Sebastião, numa manhã de nevoeiro.


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Frei Luís de Sousa - resumo da obra


A obra de Almeida Garrett decorre no século XVI, retrata a vida de Manuel de Sousa Coutinho e de sua esposa D. Madalena de Vilhena, que após sete anos do desaparecimento do primeiro marido que havia ido para a guerra, resolve-se casar novamente, dando o desaparecido como morto. Desse seu segundo casamento com Manuel Coutinho, nasceu Maria, uma jovem que sofre de tuberculose. Telmo Pais, um aio, é um fiel amigo e empregado de D. João de Portugal, primeiro marido de D. Madalena; que após o desaparecimento do mesmo continua a morar com a suposta viúva e sua família, servindo-os fielmente. D. Madalena vive atormentada com o possível regresso do primeiro marido, o qual nunca o corpo fora encontrado. Após uma briga de D. Manuel com alguns governantes, ele incendeia a sua própria casa e parte para a residência onde sua esposa morara com o suposto falecido marido. A inquietação de D. Madalena agrava-se pelo facto de haver um grande retrato de D. João na parede, próximo ao de D. Sebastião (o qual o povo de Portugal aguardava a volta de uma guerra para governá-los). A certa altura aparece um peregrino para dar notícias a respeito de D. João, vinte e um anos depois de seu desaparecimento. Na realidade esse peregrino é o próprio D. João de Portugal. Todos ficam abalados com esse regresso, então D. Madalena e D. Manuel resolveram entregar-se, considerando um pecado gravíssimo o facto de se terem casado sem a real certeza da morte de D. João. Maria após descobrir toda a verdade entra na igreja e tenta impedir o acontecimento, como tinha uma saúde frágil não resiste e morre, dando fim ao drama.


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sábado, 18 de abril de 2009

Almeida Garrett


João Baptista da Silva Leitão de Almeida e mais tarde visconde de Almeida Garrett, um dos mais importantes representantes do romantismo português no século XIX, nasceu no Porto a 4 de Fevereiro de 1799 e faleceu em Lisboa, vítima de cancro, a 9 de Dezembro de 1854. Em 1821 passou a usar o apelido de Almeida Garrett, juntamente com a sua família. Foi escritor e dramaturgo romântico, orador e Par do Reino, ministro e secretário de Estado honorário português.
Foi ele quem propôs a edificação do Teatro Nacional de D. Maria II e a criação do Conservatório de Arte Dramática, estimulando assim o teatro em Portugal.
Embora se tenha dedicado a vários géneros literários, foi na poesia e no teatro que ganhou mais destaque. As obras “Camões” e “Frei Luis de Sousa” ganharam grande importância no mundo literário.
As suas principais obras foram “Camões” (1825), “Dona Branca” (1826), “Adozinda” (1828), “Catão” (1828), “Romanceiro” (1843), “Cancioneiro Geral” (1843), “Frei Luis de Sousa” (1844), “Flores sem Fruto” (1844), “D’o Arco de Santana” (1845) e “Folhas Caídas” (1853).
No século XIX e em boa parte do século XX, a obra literária de Garrett era geralmente tida como uma das mais extraordinárias da língua, inferior apenas à de Camões.
mais informação:

Qual a importância de Frei Luís de Sousa?

Esta obra é considerada um clássico da literatura da língua portuguesa e uma das melhores criações do teatro.
Desde 1888 que a obra de Almeida Garrett está inserida no programa de Português do ensino secundário.
Frei Luís de Sousa, o mais importante texto dramático de Almeida Garrett e obra de grandeza da Literatura Portuguesa, viu reconhecido o seu carácter de excepção e tem vindo a integrar, de forma continuada os programas de Português do ensino secundário, e de forma pontual, os programas de ensino da língua no estrangeiro.
A inclusão de um texto literário nos programas escolares é, porventura, a forma mais eficaz de o promover ao estatuto de clássico ou de lhe assegurar a consolidação desse estatuto. Essa inclusão pressupõe, em geral, o reconhecimento de que o texto possui determinadas características que o tornam representativo de um autor, de uma época, de um género ou de uma tradição literária e que deve, portanto, integrar o núcleo de saberes que constituem a formação de base de um indivíduo.
A escola tem a responsabilidade de promover os autores e as obras que se aceita fazerem parte do património de uma nação, quer pela sua qualidade literária intrínseca, quer pelo que podem transmitir acerca da história e da cultura que representam. Por outras palavras, a escola deve expor, não aos clássicos na generalidade, pelo menos os clássicos da nossa literatura.


mais informação:
http://repositorioaberto.univ-ab.pt/bitstream/10400.2/412/1/discursosAlmeidaGarrett201-221.pdf.pdf

Frei Luís de Sousa

Almeida Garrett escreveu Frei Luís de Sousa no decorrer do século XVI. A obra estreou em 1843 no teatro da Quinta do Pinheiro e foi publicado em 1844. Na vida eclesiástica assumiu o nome de Frei Luís de Sousa baseando-se na vida de Manuel de Sousa Coutinho. É uma obra do romantismo português. A presença, constante, do Amor desencadeia a tragédia e sobretudo o pecado.